Caderninho De Blues
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Ser parte

Se eu não pudesse ter sido metade
Contentaria apenas em ser parte,
Porém uma intensa parte da sua mais preciosa Arte
Queria ser parte dos seus segredos
Parte da ausência dos seus medos
Tornaria parte escrita nos seus enredos
Queria ser parte da sua nostalgia
Parte da sua mais fantástica sinfonia
A mais bela imagem na sua retina
Queria ser parte dos seus risos
Parte estimulante dos seus vícios
Ser seu personagem fictício
Queria ser parte da sua verdade
Parte da sua ideia de liberdade
Seria o espelho da sua vaidade
Enfim, só queria ter sido parte...
Blog vai parar por tempo indeterminado até o meu coração voltar a posição inicial.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Insônia
Por: Hendson Santana
Acordo no escuro
E somente a vista negra
E o silencio me acompanham.
Só o ar frio toca a minha pele,
E só o crespo e gelado chão sustentam meus pés.
Vou seguindo na contínua calada
Até que na minha cabeça
Vão entoando melodias tristes e as dissonantes
Em harmonia com o som do vento,
Que tempo ao tempo se distanciam do meu pensamento
E retornam lembranças de momentos
Junto a você, doce tormento!
Amanhece o dia e enquanto todos acordam,
Meu coração adormece.
E ocupo seu tempo pregando peças
Fingindo amor aos que nem merecem.
Passo a passo vou saindo do compasso
Em que venho mantendo o ciclo de sobrevivência,
Os espaços parecem menores assim como o cérebro
Desocupando o restante de inteligência.
E a cada espera que me desespera
Percebo que todas as necessidades juntas
Não me afetam mais que a abstinência sua.
"Como toda Obra, sempre existe a "insônia" como instrumento, mas sempre baseado numa realidade de semtimento." Por Hendson Santana
sexta-feira, 11 de março de 2011
Retrato de mim
As nuvens não formam mais figuras lá no céu
Naufragaram meus barcos de papel
Meus aviões bombardeados numa terra sem leis
Preciso depressa me resgatar...
Meu crescimento minha alma não reconhece
Meus personagens morreram de solidão
As telas pintadas foram perdendo a cor
Desbotando a cada ausência de coração.
Minhas roupas, os meus, discos, os poemas que já recitei,
Meus lugares, esconderijos, meu cenário ideal pra viver.
Os meus medos e imaginações ficarão guardados em mim
Pra lembrar que um dia eu fui e para sempre serei feliz.
Esse poema foi escrito em 2009 ano em que completei a maior idade, ele retrata toda minha forma de angústias, incertezas de quando se faz 18 anos.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Desejo Solitário
Por: Hendson Santana
Às vezes me vejo tão longe
Num lugar distante dentro da sua alma
E por possessão, tento roubar sua beleza
Só pra ninguém te admirar como eu.
Respiro sem ter fôlego, acreditando no impossível.
Seus Fantasmas me rondam o tempo todo
Agonizando minhas incertezas.
Estou submisso, sinto que até seu veneno
Tornar-se agradável para as minhas artérias.
Um vício do qual eu nunca usufruí, apenas cultivei com olhares.
Sinto cheiro de flores, com certezas estão mortas
Um horizonte a vista, mas é apenas miragem, ilusão.
Ouço sons, que finalmente são seus passos.
Jardim do Ego
Cabelos contra o vento
Em uma dança fatal
Olhos sempre atentos
Contra um desejo carnal
Movimentos suaves como a das folhas no verão
Sua bela dança sobre os corpos pelo chão
Um beijo e nada mais...
É o que eu preciso pra te livrar das dores carnais
E quando a grande luz dominar e habitar
Todos os sentimentos. Nada restará...
Em meu jardim flores mortas imploram por vida
Se o canto te afogar queimará todo esse lugar
E o sol sublimará a arte e o medo não fará mais parte dos cantos vazios
Dos cantos vazios...
Do canto esvazia.
Poema baseado em uma das histórias do DEUS grego do SOL, Apolo e a ninfa: Dafne. LEIA AQUI
Ouça a música derivada do Poema:

