segunda-feira, 14 de março de 2011

Insônia

Por: Hendson Santana


Acordo no escuro

E somente a vista negra

E o silencio me acompanham.

Só o ar frio toca a minha pele,

E só o crespo e gelado chão sustentam meus pés.

Vou seguindo na contínua calada

Até que na minha cabeça

Vão entoando melodias tristes e as dissonantes

Em harmonia com o som do vento,

Que tempo ao tempo se distanciam do meu pensamento

E retornam lembranças de momentos

Junto a você, doce tormento!


Amanhece o dia e enquanto todos acordam,

Meu coração adormece.

E ocupo seu tempo pregando peças

Fingindo amor aos que nem merecem.

Passo a passo vou saindo do compasso

Em que venho mantendo o ciclo de sobrevivência,

Os espaços parecem menores assim como o cérebro

Desocupando o restante de inteligência.


E a cada espera que me desespera

Percebo que todas as necessidades juntas

Não me afetam mais que a abstinência sua.


"Como toda Obra, sempre existe a "insônia" como instrumento, mas sempre baseado numa realidade de semtimento." Por Hendson Santana

Nenhum comentário:

Postar um comentário