Por: Hendson Santana
Acordo no escuro
E somente a vista negra
E o silencio me acompanham.
Só o ar frio toca a minha pele,
E só o crespo e gelado chão sustentam meus pés.
Vou seguindo na contínua calada
Até que na minha cabeça
Vão entoando melodias tristes e as dissonantes
Em harmonia com o som do vento,
Que tempo ao tempo se distanciam do meu pensamento
E retornam lembranças de momentos
Junto a você, doce tormento!
Amanhece o dia e enquanto todos acordam,
Meu coração adormece.
E ocupo seu tempo pregando peças
Fingindo amor aos que nem merecem.
Passo a passo vou saindo do compasso
Em que venho mantendo o ciclo de sobrevivência,
Os espaços parecem menores assim como o cérebro
Desocupando o restante de inteligência.
E a cada espera que me desespera
Percebo que todas as necessidades juntas
Não me afetam mais que a abstinência sua.
"Como toda Obra, sempre existe a "insônia" como instrumento, mas sempre baseado numa realidade de semtimento." Por Hendson Santana
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